domingo, 18 de fevereiro de 2018

On Fire

Boas pessoal.
Como tinha prometido, este post é dedicado a minha 5ª chibata seguida, e para esta pescarias fartei-me de chatear o meu amigo Mário para me acompanhar noite dentro.
Era um dia que conjugávamos o mesmo turno de trabalho e era uma boa oportunidade para pescar-mos os dois, ele devido aos meu historial das ultimas pescas, não queria me acompanhar de maneira nenhuma, até eu lhe dizer que as condições eram as mesma de um dia de robalos do ano passado.
Lá o convenci e arrancamos ao fim da tarde, depois de meia hora a preparar tudo na noite escura que estava, ele arranca a época logo com um bom robalote de 1,5kg, finalmente este ano via a cor prateada de um robalo.
 
 
 E ele não queria vir, já tinha um belo peixinho para o forno, passado pouco tempo saca outro do mesmo lote, a coisa corria bem ao Mário e quando é assim tem que se aproveitar, eu indo ter com ele passado uns minutos, vejo que tem peixe na outra cana, e mesmo não sendo as minhas pescas, tive o prazer de tirar um robalote quileiro, o 3º da noite para a saca do Mário.
 
 
 
Depois da atividade abrandar nas canas dele claro, as minhas eram estatuas, eheheheh, fomos fazer o tradicional petisco noturno com umas conservas e um tinto da praxe acabando  no tradicional pastel de nata  para adoçar a boca e ganhar coragem para nos mover na areia grossa da nossa costa e do frio gelado que se fazia sentir.
Depois do estômago  confortado, era hora de aguentar e reforçar as iscadas para mais uma espera  de um possível prateado, eu sentia que não me calhava nada, mas insistia para nós nos aguentar-mos, pois sentia que ele iria apanhar mais um e  dos bons, repetia que era com aquelas condições que o ano passado tivemos sucesso, e que ele estava  com a estrelinha se aguenta-se mais um bocado era recompensado.
Já  no cair do pano para zarparmos, oiço o tal grito, Joãaaaaao, quando  vimos que temos um peixe jeitoso, ajudamo-nos mutuamente, largamos tudo e vamos a escoa engachar o gajo...
 
 
 
Um robalo de 3Kg logo na primeira noite para ele, não podia começar melhor, o sorriso diz tudo, o meu era igual, quando a amizade é verdadeira só se pode ficar contente com o momento bom de um amigo, é caso para dizer que começou a época On Fire
Na gíria diz-se que só se vê os amigos nos momentos maus, eu discordo por completo.
 
 
 
Eu safei a grade com uma baileca para não dizer que não apanhei nada, o ano passado comecei eu a faturar este ano é a esperar, eheheheh, faz parte da pesca e quem não o sabe nunca será um bom pescador.
Boas fainas  pessoal;)


domingo, 4 de fevereiro de 2018

O inicio da espera.

Boas  amigos.
A muito que não dava noticias,  por norma é uma época que não pesco  muito aqui na minha zona  ao sargo como gosto, tento mais  uns robalotes  para mudar a ementa cá em casa , os pesqueiros são em vários sítios, o que interessa e por as canas a pescar e ter paciência na espera de um grande robalo, uma coisa que tenho aprendido  sozinho,  sim  não gosto de pescar onde dizem que está a dar ou nos sítios famosos que toda a gente pesca aos robalos, é que quando menos esperamos podemos apanhar um grande robalo, mas para isso é preciso muita paciência e saber o que lhes dar  de comer...

É difícil de identificar o spot, mas é bem longe da minha casa, foi uma das 4 grades  iniciais que já apanhei nesta época robaleira, grades porque apesar de apanhar um sargote ou uma baila, considero grade, pois a procura é  mesmo fucada nos prateados longos.




Um sargote uma refeição foi  o resultado de 7 horas nocturnas


O Mário finalmente conseguiu acompanhar-me  numa pesca e foi ele a abrir a época robaleira, entrou com o  pé direito com um robalito  acima de quilo, logo passado 20 minutos de pesca.



O ano passado fui eu a entrar a todo o gás, este ano calhou ao Mário, a primeira pesca dele começou logo a dar com eles, e eu a ver , ehehehehhe, mas  contente por ele claro... pois se os dias dele chegaram mais tarde o ano passado, os meus também tem que chegar este ano, pois  eu não sou de desistir com facilidade.
O próximo post mostro o resto dos peixinhos do Mário.




Um dos meus pesqueiros favoritos, mas  difícil de arranjar condições para pescar em condições, mar forte de um raio...



A 5ª foi de vez, lá dei com um quileiro , mais 3 belos sargos que não esperava.
É o que se pode arranjar por enquanto, mas  vou continuar a procura de um  prateado gordo,  um dia tem que tropeçar nas minhas  linhas.
A todos boas fainas.





sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Os sargos finais

Boas amigos.
O ano novo está ai mas o post ainda é do ano velho, pois este ano o mar não me tem deixado pescar onde sei e gosto.
Lá vem sargos do Outono, não são muitos mas o quanto baste para me alimentar com qualidade durante uns dias, coisa que  eu prezo mais enquanto pescador, comer bem com qualidade, frescura e muita vitamina com proteínas que o peixe tem, a juntar uns belos legumes que o meu vizinho me oferece e o sogro me dá, claro que em troca eu ofereço uns belos sargos par  a grelha, faz-me lembrar aquele tempo que as pessoas trocavam bens por bens sem dinheiro a mistura, nem sabem o prazer que isto me dá, sem precisar de sair de casa.
Dos sargos que dou, recebo laranjas, couves, alhos, cebolas, batatas, feijão verde, limões, aboboras, tomates, etc...etc...  
Esta pesca foi feita debaixo de um sol gelado num dia gelado com água gelada,  foi mesmo a ultima ilhada do ano em pleno dezembro...
Uma boa teca de peixe que deu  para fazer aquilo que já sabem, boa comida com zero euros, por acaso já tenho saudades de apanhar uns redondos em cima da pedra, que gozo que este tipo de pesca me dá.
 
 
Se tivessem o rabo inteiro não ficavam mais bonitos no forno??? Fdx que leis de merda.
Os meus pesqueiros do polvo este ano foram uma desgraça, mas também não insisti muito na sua procura por vários fatores que me tiram a vontade de fazer uma coisa que eu adoro, há sempre um desconforto na sua captura, pois se sinto um polvo num buraco não sei quanto pesa como é obvio, depois de o espetar e saca-lo do buraco se não tiver 750gramas solto o animal, se tiver uma balança pendurada em cima de mim para o pesar claro, mas este furado acaba por morrer mesmo solto, isso não me dá pica nenhuma, quando um arrastão mata milhares de  polvinhos bebes e nada lhes fazem.
Mas para o Natal consigo aproveitar sempre algum polvinho, fica aqui o petisco.
 
Eu e o Marinho bem já tentamos uns robalos mas eles não querem nada, somos uns desgraçados.
Bom Ano